A inteligência artificial já faz parte do dia a dia de quem cria conteúdo: corrige textos, remove fundos, ajusta cores, gera imagens e até vídeos inteiros. Usar essas ferramentas não é problema. O problema começa quando o público não sabe o que foi feito por uma pessoa e o que foi criado ou alterado por uma máquina.
Por que sinalizar o uso de IA
Confiança é o maior ativo de uma marca. Quando um cliente descobre que a foto “real” do produto era gerada por IA, ou que o depoimento emocionante foi criado por uma ferramenta, a sensação é de engano, mesmo que a intenção não fosse essa. Sinalizar o uso de IA protege a marca e respeita quem está do outro lado da tela.
As próprias plataformas já caminham nessa direção. Redes como Instagram, Facebook e YouTube exibem avisos de conteúdo feito ou alterado com IA, e algumas pedem que o criador informe isso na hora de publicar.
O que diz a regra no Brasil
O Brasil ainda não tem uma lei geral de inteligência artificial: o projeto de lei 2338/2023 segue em discussão no Congresso. Mas há regras específicas em vigor. Nas eleições de 2026, por exemplo, o Tribunal Superior Eleitoral passou a exigir que toda propaganda feita ou alterada com IA traga um aviso explícito, destacado e acessível, e proibiu o uso de deepfakes para beneficiar ou prejudicar candidaturas.
Mesmo onde a sinalização ainda não é obrigatória, ela já é uma boa prática. E a tendência, no Brasil e no mundo, é que a transparência sobre o uso de IA vire regra para todos.
Boas práticas para a sua marca
- Informe quando uma imagem ou vídeo foi criado por IA, com uma legenda simples como “imagem criada com IA” ou “vídeo editado com IA”.
- Nunca use IA para criar depoimentos, avaliações ou clientes que não existem.
- Não altere a aparência real de um produto a ponto de enganar quem compra.
- Use a IA para acelerar o trabalho, mas mantenha pessoas na revisão, na estratégia e no tom de voz da marca.
- Mostre os bastidores: pessoas reais, equipe real e clientes reais continuam gerando a conexão mais forte.
O valor do conteúdo humano
Quanto mais conteúdo gerado por máquina circula, mais valor ganha o que é genuinamente humano: a opinião de quem entende do assunto, a história real de um cliente, o rosto de quem atende. A IA é uma ótima ferramenta de produção, mas a confiança continua sendo construída por pessoas.
Na LeVicius usamos IA como aliada, sempre com revisão humana e transparência. Vamos conversar sobre como fazer o mesmo na sua comunicação?


